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Manabu Mabe em exposição inédita no Farol Santander São Paulo

Atualizado: 2 de mar. de 2023

Exposição reúne grande acervo familiar, incluindo obras inéditas e experiências imersivas


O Farol Santander São Paulo dá sequência em sua programação cultural de exposições e anuncia a abertura da mostra inédita Manabu Mabe: Uma experiência. Com conceito assinado por Ana Avelar e Marcella Imparato, essa exposição reunirá mais de 50 obras originais pertencentes ao acervo da família do artista, com um recorte sobre sua produção e técnicas utilizadas entre as décadas de 1940 e 1990. A mostra ainda terá alguns trabalhos nunca exibidos antes e uma ala imersiva para aproximar ainda mais o visitante daquele que é um dos nomes mais expressivos das artes visuais brasileira. Manabu Mabe: Uma experiência será dividida em seis alas e ocupará a galeria do 19º andar do Farol Santander de 29 de abril a 31 de julho de 2022.


Influente na história artística do Brasil e com reconhecimento alcançado no Japão, sua terra natal, Manabu Mabe contou com seu prestígio internacional para cultivar o intercâmbio entre o país que o adotou e o que foi obrigado a deixar. Chegou ao Brasil em 1934 e trabalhou nos cafezais do interior paulista durante a infância e adolescência. Acerca desse seu processo de chegada ao país, trabalho nas lavouras e primeiros passos como artista, Mabe refletia:


"O que é a arte? Qual a finalidade da minha pintura? Um certo dia pensei sobre tudo isso, desde então, já se passaram mais de vinte anos. Foi bom ter pensado, pois o lavrador tornou-se pintor e a minha vida mudou."


Nesta exposição que será aberta no ano em que se completam 25 anos da morte do artista, o principal objetivo, junto a família de Manabu Mabe, é evidenciar e (re)aproximar ainda mais a sua obra do grande público. Até por isso, a mostra foi pensada e conceituada em cinco núcleos que tornam fácil a compreensão sobre seu processo artístico e suas diferentes técnicas.



“É com muito orgulho que o Farol Santander abriga a exposição Manabu Mabe: uma experiência, sobre um dos mais geniais artistas que o Brasil acolheu. Essa mostra é um passeio histórico que vai desde a fase acadêmica, o início da sua carreira, passando por diversos estilos e expressões, até se fixar em sua marca reconhecida mundialmente, em que as vibrantes cores nos remetem a esculturas bidimensionais”; afirma Patricia Audi, vice-presidente do Santander Brasil.


Um dos diferenciais do recorte proposto pela mostra é a exibição de trabalhos, estudos e croquis inéditos de Manabu Mabe, entre eles, estão obras como Paisagem da Bolívia (1965); Lágrima de Anjo (1961); Voz de Céu (1997) e Olho do Furacão (1961).


A exposição Manabu Mabe: Uma experiência é apresentada pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa através do PROAC EDITAL DIRETO 2021 e tem produção da AYO CULTURAL (de Gabriel Curti e Julia Brandão).


Manabu Mabe: Uma experiência – A exposição em detalhes

  • Retratos e Fase Acadêmica

Neste primeiro núcleo são destacados os retratos - inclusive os auto-retratos - e esboços produzidos em praticamente todas as décadas de sua carreira. Embora Mabe seja consagrado como um expoente do abstracionismo informalista, estes trabalhos reafirmam a importância do desenho como base para a prática de sua pintura. A produção de retratos acompanha as mudanças que ocorrem no trabalho do artista ao longo do tempo e, ao mesmo tempo, investiga identidades nipônicas que permaneceram por muitos anos sem individuação no modernismo paulistano.


Os destaques são retratos pintados de sua família, entre eles, seu conhecido Autorretrato (1949). Na vitrine, serão exibidos alguns de seus desenhos e esboços; convites de exposições, assim como fotografias de Mabe em mostras e situações de lazer, entre familiares e integrantes do Grupo Seibi - formado por imigrantes e descendentes de japoneses - do qual fez parte após a Segunda Guerra Mundial. Nesses coletivos, que se constituíam como espaços de reflexão e fortalecimento dos artistas, Mabe também conviveu com nomes notáveis, como Tomie Ohtake [1913 - 2015], Tikashi Fukushima [1920 - 2001], Flávio-Shiró [1928] e Yoshiya Takaoka [1909 - 1978].

  • Paisagem: os anos 40

No segundo núcleo, e exposição revela exemplos das primeiras pinturas do artista, em torno dos anos 1940, período em que sobressai seu interesse pela paisagem do interior rural de São Paulo, onde se estabeleceu ao chegar do Japão. Aqui, sua paleta é predominantemente ‘terrosa’, composta por cores como ocre, marrom e terracota. Inicialmente trabalhando de forma autodidata, Mabe conhece o mestre Teisuke Kumassaka e passa a ter aulas com ele em Lins, entre 1945 e 1947. Inclusive, a obra inédita Paisagem de Lins (1949), é um dos destaques dessa ala.

Os trabalhos de Mabe na década de 1940 são puramente acadêmicos. Podemos notar a sua preocupação em retratar a obra como ela é, sendo considerada por ele mesmo como uma fase de estudo.

  • Praticando arte de vanguarda (anos 50)

Neste terceiro núcleo, observamos a absorção dos movimentos de vanguarda europeus por parte de Mabe, durante a década de 1950, sobretudo, do pós-impressionismo, fauvismo e cubismo. São obras que podem ser pensadas como investigações das linguagens das vanguardas europeias. Na subdivisão proposta nesta ala, encontramos trabalhos que evidenciam experimentações variadas, em diálogo com movimentos artísticos modernos e com outras tendências contemporâneas, ainda sem estabelecer uma linguagem própria.


Esta década é o inicio de sua participação ativa no contexto da arte brasileira. Iniciou a carreira enviando obras aos principais Salões, como o Salão Nacional do Rio de Janeiro, Salão Paulista e as II e III Bienais de São Paulo. Antes de 1956 as suas obras tinham a característica de abstração neo-cubista.


Em 1959, como relatou a revista Times, seria o ano de Mabe. Ele comparece a V Bienal de São Paulo e recebeu o Prêmio de Melhor Pintor nacional em 1959 das mãos do então Presidente da Republica do Brasil, Juscelino Kubitschek. Passados dez dias ele recebe o Prêmio Braun para Melhor Pintor a óleo na I Bienal de Jovens de Paris, além de uma bolsa de estudos de 6 meses.

Entre os destaques deste núcleo estão telas como Colheita de Café (1953) e Agricultores (1953).

  • Abstração e Mancha (anos 60);

Acompanhando uma tendência abstrata evidente em exposições internacionais, Manabu Mabe busca encontrar sua própria interpretação. Embora a abstração fosse compartilhada por diversos artistas desse período, esta tendência também enfatizava a individualidade do fazer, isto é, o modo particular como cada artista apreendia e operava esse vocabulário. Nesse sentido, durante a década de 1960, o pintor passa a trabalhar com a mancha e a impressão do gesto sobre a tela, se aproximando do abstracionismo informalista. Essa solução pictórica o torna reconhecido e celebrado internacionalmente.

Destacam-se nesse ambiente obras como Sayonara Paris (1962); Tempo (1967) e Paisagem da Bolívia (1965).

  • Pintura contemporânea (anos 80 e 90);

Nos anos 1980 e caminhando para a década de 1990, onde está situado o quinto núcleo expositivo, Manabu Mabe passa a dialogar com o interesse renovado pela pintura no mundo todo, depois de um período de predominância da arte conceitual.

Formas abstratas podem evocar figuras e as cores se tornam vibrantes, dialogando não só com a pintura emergente, mas também com o colorido da comunicação de massa da época, veiculado pelo design gráfico, pelo cinema e pela televisão.

Entre os trabalhos destacados dessa ala estão: Delírio (1982); Voz do Céu (1997) e Autorretrato (1997).


Ao final do circuito expositivo, já como uma marca registrada das exposições no Farol Santander São Paulo, haverá uma ala imersiva com vídeos e projeções que transportam o público para dentro das telas do artista, fazendo com que o visitante seja abraçado pelas pinceladas livres e coloridas de Manabu Mabe.


Ana Avelar é chefe do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília – UnB. Foi curadora da Casa Niemeyer entre 2017 e 2021 na mesma universidade. É doutora

em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes - Universidade de São Paulo. Como curadora, realizou mostras em diversos espaços - Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte - CCBB/BH, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, entre outros.


Participa de júris na área, como Pipa, Select Arte e Educação e Marcantonio Vilaça, do qual foi finalista na categoria curadoria em 2017. Em 2019, foi selecionada pelo edital Intercâmbio de Curadores da Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT/APEX em parceria com o Getty Research Institute, quando desenvolveu pesquisa na instituição californiana. Ainda em 2019, foi selecionada pela chamada de artigos do Instituto Casa Roberto Marinho. Em 2020, foi co-curadora convidada de Bienal Naifs do Brasil, no SESC Piracicaba.


Marcella Imparato é mestranda em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (USP) e graduada em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência como assistente de curadoria em exposições da Casa da Cultura da América Latina (CAL - UnB) e da Casa Niemeyer (Brasília - DF).


Informações: Manabu Mabe: Uma experiência - Farol Santander São Paulo


Local: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Quando: 29 de abril a 31 de julho de 2022

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Telefone Farol Santander: (11) 3553-5627

Funcionamento: terça-feira a domingo

Horários: 09h às 20h

Ingressos: R$ 30,00


(vendas também na bilheteria local)


Classificação: livre



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