Papa Francisco na procissão de Via Crucis no Vaticano

Atualizado: Abr 15

Cerimônia não aconteceu no Coliseu, como tradicionalmente, por causa de quarentena na Itália. Apenas profissionais de saúde assistiram à cerimônia, encenada por capelão da prisão de Pádua e um ex-detento.



O Santo Padre lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril — Foto: Vatican Media/­Handout via Reuters


Por Associated Press

10/04/2020 18h40



Médicos e enfermeiros, alguns vestindo seus jalecos brancos, juntaram-se a uma procissão da Sexta-Feira Santa à luz de tochas em uma assustadoramente quase vazia Praça de São Pedro, enquanto o Papa Francisco presidia a cerimônia que não pode ser realizada no Coliseu de Roma, como acontece tradicionalmente, devido à quarentena na Itália por causa do coronavírus.


A participação da equipe médica do Vaticanofoi um lembrete de como a pandemia afetou quase todas as esferas da vida.


Francisco assistiu dos degraus do lado de fora da Basílica de São Pedro enquanto a procissão, que incluía um policial uniformizado, um capelão da prisão de Pádua e um ex-detento, circulando em torno do obelisco central da praça. A procissão da Via Cucis evoca Jesus sofrendo a caminho de ser crucificado.


Antes, em um culto da Sexta-feira Santa dentro da basílica, o pregador papal disse que a pandemia alertou as pessoas para o perigo de se acharem poderosas. Durante esse culto, em sinal de humilde obediência, o Papa Francisco se prostrou por alguns minutos no chão da basílica.


Com fiéis comuns não permitidos na basílica de acordo com as medidas de contenção de vírus, e enquanto Francisco ouvia atentamente, o Rev. Raniero Cantalamessa disse a alguns prelados, membros do coral e a vários outros participantes que “foi necessário apenas o menor e mais sem forma elemento da natureza, um vírus, para nos lembrar que somos mortais” e que “o poder e a tecnologia militares não são suficientes para nos salvar”.


Cantalamessa disse que, quando a pandemia terminar, "voltar ao modo como as coisas eram é a 'recessão' que devemos temer mais". Ele disse ainda que o vírus quebrou "barreiras e distinções de raça, nação, religião, riqueza e poder".




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